Geral

Danos em centro comunitário da Cidade Baixa chegam a R$ 9 mil

Unidade foi depredada durante protesto em Porto Alegre

Unidade foi depredada durante protesto em Porto Alegre
Unidade foi depredada durante protesto em Porto Alegre Foto : Samuel Maciel / PMPA / Divulgação / CP
A última manifestação ocorrida nessa segunda-feira, em Porto Alegre, deixou um rastro de destruição por ruas e avenidas no Centro e no bairro Cidade Baixa. Nem mesmo o telecentro comunitário, localizado na sede da Secretaria Municipal da Juventude (SMJ) na rua João Alfredo, foi poupado.

A unidade, que deveria beneficiar cerca de 200 pessoas por dia, seria inaugurada no final deste mês, mas em razão da depredação deverá ficar fechada por tempo indeterminado. Os prejuízos devem ficar em torno de R$ 9 mil, segundo cálculos da prefeitura. O telecentro comunitário seria aberto ao público para promover a inclusão social, como acesso à informática e internet.

Os vândalos quebraram vidros, portas, computadores e destruíram toda a rede de fibra ótica, que estava pronta para o funcionamento de dez computadores. A estrutura de duas cortinas de ferro do prédio, além de mobiliários da sede da SMJ e do telecentro também foram danificados.

Ao menos 40 alunos de um curso pré-vestibular e de inglês e espanhol, que estudam naquela sede, não tiveram aula. “Nada foi roubado. Na nossa concepção foi um ato de vandalismo, que não faz parte das reivindicações”, afirmou o coordenador de projetos da SMJ, Gilberto Dornelles Machado.

Já o titular da pasta, Luizinho Martins, lamentou: “Não há prazo para abrir o telecentro. É um equipamento da população pago com seus impostos”, sintetizou. Para ele, o dano realizado por uma parcela dos manifestantes atinge toda a sociedade. “Vi muitas pessoas tentando defender o patrimônio”, contou. Martins explicou ainda que muitos dos que participaram de atos de vandalismo são adolescentes, exatamente o público atendido pela SMJ. Por isso, ele estuda ações para reforçar a cidadania.

Dia de limpeza e levantamento dos estragos

Logo no início da manhã desta terça-feira, a Praça Montividéu, onde o grupo se concentrou antes de sair em caminhada, estava sendo limpa, mas ainda era marcada por tinta e pedaços de papel. Perto dali, na Esquina Democrática, palco de um confronto entre os próprios participantes do protesto, dezenas de estabelecimentos comerciais estavam pichados ou com os vidros quebrados.

Pelo menos, dez bancos foram atacados, incluindo duas agências do Banrisul, uma na rua Riachuelo e outra na avenida Otávio Rocha, e além do Safra, na Rua dos Andradas. Bancas de revista, bares e lanchonetes também foram atingidos por pedras.

A agência central da Rede TudoFácil, na avenida Borges de Medeiros, também foi alvo de criminosos. Entre os prejuízos estavam vidros da fachada, duas grades quebradas e três paredes pichadas. Apesar dos danos, o atendimento foi mantido. As reformas devem iniciar esta semana e o valor ainda será calculado.

Bookmark and Share