Os detalhes foram discutidos nesta sexta-feira, em reunião entre representantes do Executivo, Ministério Público, Corpo de Bombeiros e permissionários. A previsão inicial era de que o termo fosse assinado durante esse encontro, o que não ocorreu. Segundo o promotor Fábio Sbardelotto, o TAC deverá conter os requisitos de segurança necessários para a reabertura do local, bem como o prazo para que isso ocorra. “O termo vai contemplar toda a projeção do cronograma de reabertura dos espaços, para que todo ele seja restabelecido”, observou. O Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), por sua vez, já foi protocolado pela empresa responsável. “Só falta ser aplicado”, acrescentou o promotor. Construído em 1869, o prédio jamais contou com um PPCI.
O comandante interino do Corpo de Bombeiros, major Riomar dos Santos, ressaltou que os equipamentos de segurança serão instalados quase que em sua totalidade antes da reabertura parcial. “Faltará somente o sistema hidráulico sob comando, que por ser um sistema muito complexo dependerá ainda de uma aprovação na Smov (Secretaria Municipal de Obras e Viação) quanto a localização do reservatório”, observou.
A expectativa dos permissionários era de ver o Mercado reaberto no dia 10 de agosto. O vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, afirmou, no entanto, que o mais importante é garantir a instalação dos equipamentos necessários: “Só vai abrir com segurança”, disse. O presidente da Associação dos Permissionários, Ivan Konig, deixou a reunião otimista. A assinatura do TAC, segundo ele, representa uma esperança para os 1,3 mil trabalhadores que atuam nas diversas bancas do prédio. “Estamos vendo uma luz no fim do túnel. É um fôlego a mais que a gente toma.”
Na última quarta-feira, a Smov informou que 29 lojas localizadas no térreo deverão permanecer interditadas após a reabertura parcial devido ao problema de infiltrações no telhado. O segundo piso não tem data prevista para voltar ao normal. Quase um mês após o incêndio – ocorrido na noite do dia 6 de julho –, os permissionários trabalham para reformar e limpar o prédio histórico, por onde circulavam diariamente mais de 100 mil pessoas.