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Decreto mais rigoroso em Porto Alegre deve mostrar efeitos a partir do dia 20

Junho marcou salto de internações em UTIs e prefeitura mantém atenção com curva de contágios, ainda sem sinal de baixar

Número de leitos foram ampliados, mas Capital ainda sofre pressão no sistema hospitalar
Número de leitos foram ampliados, mas Capital ainda sofre pressão no sistema hospitalar Foto : Ricardo Giusti

A prefeitura de Porto Alegre mantém intenso monitoramento da Covid-19, enquanto a doença fez multiplicarem-se as internações desde junho. Um decreto mais rigoroso foi efetivado, mas a projeção é de que os efeitos sejam sentidos apenas na segunda metade de julho.

"Esperamos que tenha efeito pelo dia 20, então estamos em alerta e meio que em compasso de espera para ver o que vai acontecer nos próximos dias, se a gente vai conseguir de novo achatar essa curva ou não”, destacou o secretário-adjunto da Saúde de Porto Alegre, Natan Katz.

Enquanto o número de casos, de internações e de óbitos continuar crescendo, segundo Katz, o estado de preocupação deve permanecer.

Para garantir atendimento, principalmente nas UTIs, Katz informou que a Prefeitura já deu início à segunda fase de ampliação de leitos. “Já temos leitos na Santa Casa, estamos vendo agora com outras instituições e vamos continuar ampliando a partir da necessidade. Tendo demanda, a gente vai aumentando a quantidade de leitos disponíveis”, acrescentou, reforçando que é necessário que os leitos destinados ao atendimento de pacientes com a Covid-19 tenham o devido isolamento daqueles que recebem pacientes sem a doença.

As internações de pacientes com Covid-19 em UTIs na Capital aumentaram 222,95% no último mês, passando de 61 no dia 9 de junho para 197 na tarde desta quinta-feira. O aumento impressiona justamente porque, entre 9 de maio e 9 de junho, a escalada foi de 42 para 61, um percentual de 45,23%. No geral, a taxa de ocupação era de 84,65%.
Dos 612 pacientes internados em UTIs adulto de Porto Alegre na tarde de quinta, 239 tinham confirmação ou suspeita do novo coronavírus, o que representava 39,05% do total de internações. Com relação ao crescimento expressivo nas internações de pacientes com a Covid-19, Katz lembrou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) notou que a velocidade começou a ficar alta a partir de 11 de junho. “Rapidamente a gente notou, porque até o início de junho estava tudo super estável e isso mostra o quanto não dá pra bobear”, assinalou.

Segundo ele, no dia 12 de junho a SMS reiterou que chegaria no dia 4 de julho à ocupação dos 174 leitos destinados exclusivamente para atendimento de pacientes com o novo coronavírus e isso aconteceu no dia 3. “Agora estamos vendo que começa a desacelerar, mas ainda tem que ter mais consistência”, explicou. Apesar disso, a preocupação da SMS não mudou nas últimas semanas. “A gente tem um crescimento do número de casos, não temos sinais de ter nenhuma estabilização dessa curva de crescimento, apesar de a gente notar que ela está menos veloz do que já esteve, mas mesmo assim ela não parou de crescer”, comentou.