Segundo o subdefensor Público-Geral do Estado, Nilton Arnecke, o pedido de prisão seria resultado de uma agressão verbal à magistrada Rosane Michels durante sessão no Foro Central. De acordo com Arnecke, tudo foi gravado e documentado para análise do MP.
Depois que o advogado de um dos réus sentiu-se mal e foi liberado pelo médico da própria instituição, a juíza optou por encerrar a audiência, iniciativa que teria revoltado o promotor Eugênio Paes Amorim. "Ele estava inconformado. Nossa defensora pública advertiu que ele estava cometendo uma agressão que se configuraria, em tese, como crime de desacato. Nós abriremos um procedimento administrativo para analisar o caso, e aí sim, dar os desdobramentos", afirmou Nilton Arnecke.
O promotor Eugênio Paes Amorim nega ter feito ameaças ou usado palavras ofensivas, como alegado durante audiência no Foro Central, quando foi surpreendido com pedido para que fosse detido. “Esse pedido de prisão não tinha fundamento jurídico e por isso a prisão não ocorreu”, declarou o promotor, que classificou a sequência de fatos como "um atentado contra a Justiça".