O subcoordenador da Defesa Civil no Rio Grande do Sul, tenente-coronel Joel Prates, alerta as pessoas que moram às margens dos rios para que saiam das suas casas e procurem abrigos em locais mais altos antes que o nível da água começe a subir. Em caso de vento, o ideal é permanecer num ambiente fechado e seguro. A previsão de um cliclone extratropical não é razão para pânico. "As defesas civis dos municípios estão prontas para atuar nos problemas locais", explica o tenente-coronel.
A passagem do ciclone pode causar, conforme o meteorologista da MetSul Metereologia Eugênio Hackbart, alagamentos nas cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte, deslizamentos de encostas na Serra gaúcha, ventos acima de 100 km/h, granizo e até mesmo tornados, em especial na costa gaúcha.
O maior perigo é que o vento carregue objetos como placas de trânsito, telhas, fios de alta tensão, ou galhos de árvores. O alerta principal é para a cheia repentina dos rios Caí, dos Sinos, Taquari, Jacuí e Uruguai, conforme Prates.
Dos 496 municípios, 382 prefeitos foram treinados para fazer o trabalho de emergência, de acordo com a Defesa Civil. Desde o início do ano, foram mais de 620 decretos de emergência, em razão dos fenômenos La Niña, que provocou a seca, e El Niño, que traz temporais. Nesta quinta-feira, foi criado um Centro Universitário de Pesquisas sobre Desastres junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A intenção é realizar estudos para a prevenção a catástrofes provocadas pelo clima.
Defesa Civil alerta população sobre ciclone
Tenente-coronel Joel Prates afirma que não há motivo para pânico