Os técnicos da Defesa Civil de Canoas estão em alerta por conta das previsões de continuidade das chuvas até o final da semana. O município está em situação de emergência desde o início da semana passada, quando forte temporal deixou um rastro de destruição em vários bairros. “Estamos articulando ações para dar continuidade às obras de recuperação que ainda precisam ser feitas”, frisou o coordenador da Defesa Civil, Mauro Guedes. A estimativa é de que o prejuízo de Canoas possa ultrapassar R$ 1 milhão. O volume das perdas ainda não está totalmente fechado.
Outra preocupação de Guedes envolve o futuro das 40 famílias que necessitaram abandonar as torres residenciais K e L do Condomínio Planalto Canoense I, na rua Zulmiro Gomes da Silva, no bairro Estância Velha, por falta de segurança. Os telhados dos dois prédios foram arrancados pela ventania, na madrugada do dia 12 de julho. Com a instabilidade do clima, os apartamentos foram invadidos pela água da chuva que, inicialmente, atingiu as unidades residenciais do quinto pavimento. Na sequência, a água passou a escorrer para os andares inferiores, passando pelas emendas das chapas pré-moldadas do piso e canaletas da rede elétrica.
Das 40 famílias prejudicadas, 18 estão residindo temporariamente no Hotel Metropolitan, com as despesas totalmente custeadas pela Prefeitura. As demais optaram por buscar amparo em residências de familiares. “Cortamos a energia elétrica, pois a água encharcou a fiação”, justificou a secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Giovana Fagundes. Os prédios devem permanecer desocupados até que a construtora Ricardo Ramos conclua os reparos necessários.
O funcionário responsável pelas obras da construtora, Fábio Vargas, ressaltou que consertos devem iniciar tão logo firme o tempo, com expectativa de que sejam necessários 15 dias para a execução dos reparos. Durante este período, a Prefeitura arcará, não apenas com as despesas de hospedagem, mas de alimentação e transporte das crianças em idade escolar. Ontem, a direção do Hotel Metropolitan contabiliza 42 hóspedes, entre adultos e crianças, oriundos do Planalto Canoense I.
O condomínio é proveniente do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), financiado pela Caixa Econômica Federal, construído pela Ricardo Ramos, administrado pela empresa Vila Rica. “Sabemos que a Prefeitura não tem nenhuma responsabilidade”, sintetizou a auxiliar administrativo Kelli Peres, 22, que vive temporariamente no hotel na companhia do marido, operador de máquinas Wagner Paz, 26, e da filha Gabriele, de quatro meses.
Em caso de urgência, o número da Defesa Civil de Canoas é 3476-3400.
Defesa Civil de Canoas está em alerta devido à chuva
A estimativa é de que o prejuízo possa ultrapassar R$ 1 milhão