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Defesa Civil monitora região das Ilhas mesmo com baixa do Guaíba

Até esta segunda-feira, nenhuma família havia sido retirada de casa

Carlos Alberto de Nóbrega, de 40 anos, que mora há 15 anos na região, ainda está com a água embaixo de sua casa
Carlos Alberto de Nóbrega, de 40 anos, que mora há 15 anos na região, ainda está com a água embaixo de sua casa Foto : Samuel Maciel
As ilhas de Porto Alegre estampam as marcas do alagamento que atingiu a região na semana passada. De acordo com a Defesa Civil da Capital a situação já está normalizada, mas o monitoramento continua. O problema só voltará se o vento Sul predominar na região. Com o vento o fluxo da vazão do Guaíba diminui. Até esta segunda-feira, nenhuma família havia sido retirada de casa. Ao redor das moradias é possível ver as marcas da altura que a água chegou.

O aposentado Orlando Rolim da Silva, de 71 anos, teve o galpão de sua casa alagado na Ilha Grande dos Marinheiros. A água subiu cerca de 40 centímetros na parede. “Perdi os móveis de madeira que estavam guardados dentro do galpão”, contou. No entanto, a sua casa não foi atingida. “No final, eu ainda tive sorte”, afirmou. Segundo ele, os alagamentos são comuns na região.

O pescador Pedro Paulo Rocha da Silva, de 57 anos, se diz acostumado com a situação. “Não posso fazer nada quando chove muito, além de esperar o rio baixar e torcer para que não entre dentro de casa”, comentou. Conforme Silva, a situação da água agora é normal, mas o vento Sul não pode voltar. “Se o vento virar a água sobe de novo”, ressaltou.
Morador da ilha desde que nasceu ele se sente revoltado com os problemas que enfrenta. “Os pobres sempre são prejudicados. Se constrói grandes estádios, mas nós continuamos aqui, correndo o risco de perder tudo dentro de casa a cada vez que chove”, frisou.

O vigia Carlos Alberto de Nóbrega, de 40 anos, que mora há 15 anos na região, ainda está com a água embaixo de sua casa. “É comum isso acontecer. Por isso todos os moradores constroem as casas altas do chão. Nos concentramos agora no vento. Ele pode mudar tudo”, esclareceu.

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