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Defesa Civil repassa materiais a cidades atingidas por temporal

Mais de 8,5 mil telhas devem ser encaminhadas ao interior para reconstruir residências

Defesa Civil começa o repasse de materiais a municípios atingidos por temporal
Defesa Civil começa o repasse de materiais a municípios atingidos por temporal Foto : CP Memória
A Defesa Civil do Estado começou a repassar nesta segunda-feira os materiais de construção para os municípios atingidos pelo temporal no final de semana. Segundo o major Luis Fernando Santos, já foram pedidos pelas Prefeituras mais de 8,5 mil telhas. Apenas o município de São José do Hortêncio, um dos municípios mais afetados, solicitou o repasse de 6 mil telhas. A cidade de Picada Café deve receber 1,8 mil telhas e mais 60 colchões e 60 cestas básicas. A Prefeitura de Montenegro solicitou mais de 800 telhas para amenizar os prejuízos causados pelos temporais.

Segundo o major, os problemas meteorológicos estão cada vez mais frequentes e trazendo danos mais sérios. “Precisamos mudar a lógica de apenas tentar solucionar os problemas depois da tragédia. Temos é que nos preparar para amenizar a situação, diminuindo os prejuízos e os riscos à população”, afirmou o integrante da Defesa Civil.

Ele citou como exemplo a situação do município de São Sebastião do Caí, que bem preparados conseguem atuar de maneira rápida. “Antes de o rio Caí subir, a Defesa Civil da cidade já havia removido as famílias em situação mais crítica”, explicou Santos. Ele citou também que existe a necessidade do poder público fazer a sua parte para diminuir as tragédias, como as normas para a construção de casas populares. “Algumas habitações têm telhas finas e ângulos grandes no telhado. Assim, tornam-se mais frágeis e podem ser destruídas com os temporais”, destacou o major.

Em São Leopoldo, a manhã de hoje foi dedicada a avaliar os estragos provocados pela chuva. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, Silomar Gomes, o nível do rio dos Sinos continua subindo e existe receio em relação aos próximos dias, quando a água do Caí começar a descer. Ele lembrou que ainda existem alguns pontos em que a água recuou, mas há casas e ruas estão alagadas ou intransitáveis.