Segundo a Defesa Civil de Porto Alegre, ainda não há a necessidade de remover famílias do local. No entanto, a atenção está redobrada nas ilhas, uma vez que se o vento virar para o Sul pode provocar problemas para a região.
Já em Cachoeirinha, o nível do rio Gravataí está em 4,20 metros nesta sexta. De acordo com a Defesa Civil do município a retirada da população será feita quando o nível chegar a 4,60 metros. O monitoramento é constante e segue pela manhã, tarde e noite. Em dois dias o rio cresceu 20 centímetros e algumas famílias já estão ilhadas pela água.
No bairro Olaria, o ajudante de pedreiro Luis Fernando de Castro, de 60 anos, precisa utilizar um barco para conseguir ir ao mercado e trabalhar. “Já estou acostumado com isso. Sempre que chove alaga tudo. Mas o importante é que a água não chegou dentro da minha casa ainda”, comemorou.
No pátio da casa do aposentado José Carlos Correia de Souza, de 70 anos, a água subiu 80 centímetros. “É péssimo passar por isso. Recém estava me recuperando da última enchente que alagou a minha casa e agora já tem outra se aproximando”, afirmou. A aposentada Elizabete Severo, de 67 anos, também viu a água na porta de sua casa. “Ficou dois degraus abaixo, mas não chegou a entrar”, conta.
Em Gravataí, o nível do rio estava em 4 metros. Segundo a Defesa Civil da cidade, o alerta vermelho é dado quando estiver em 6 metros. Essa é a margem de quando o rio começa a transbordar e entrar nas casas. Em 48 horas choveu 101 milímetros no município. Somente na terça-feira foram 71 milímetros, que equivale a média de chuva de 15 dias.
A dona de casa Margarete Barcelos, de 66 anos, estava com medo. A água se aproximou muito rápido. “Dá pânico em saber que o rio pode invadir a minha casa. Mas espero que agora a chuva vá parar e tudo volte ao normal”, explicou. O filho dela, que mora próximo do rio Gravataí, já deixou a moradia.