O titular da 1ª Delegacia de Alvorada Marcos Machado disparou, nesta quinta-feira, contra a atuação do comando da Defesa Civil Estadual frente aos casos de supostos desvios de telhas. Após denúncias de abastecimento de quartéis da Brigada Militar com materiais destinados a flagelados, e de suposta venda de telhas de ajuda humanitária a empresas, hoje, foi a vez da Polícia Civil confirmar que investiga suposto privilégio da Defesa Civil a um funcionário do Palácio Piratini. Para Pacheco, há, claramente, “negligência” do órgão no controle da distribuição de ajuda a afetados pelos temporais.
“A Defesa Civil, tem agido, notoriamente, de forma negligente”, disse Pacheco. Ao rebater as críticas, o coordenador do órgão, Coronel Joel Prates Pedroso afirmou que para ele, a Polícia Civil “se mete em problema que não é dela”. “Fui até a delegacia, onde o Pacheco é titular, e não denunciei que os computadores de lá estavam estragados”, argumentou Prates. O responsável máximo pelo órgão garante que irá provar a legalidade de todos os casos suspeitos de envio de telhas. “O delegado desconhece a legislação da Defesa Civil Nacional, mas tudo, em breve, será esclarecido”.
Segundo o titular da 1ªDP de Alvorada, as decisões sobre o destino da ajuda humanitária não podem ser tomadas exclusivamente pela Defesa Civil. “As telhas devem ser levadas, apenas, até os municípios que decretaram situação de emergência e solicitaram apoio”. O mais novo caso investigado envolve uma remessa de telhas à irmã de um funcionário do cerimonial do Palácio Piratini, que teve a casa incendiada no bairro Lami, zona sul de Porto Alegre. Conforme o delegado, o material deveria ter sido enviado, exclusivamente, a atingidos pelo temporal.
“Defesa Civil tem sido negligente”, afirma delegado que investiga desvio de telhas
Nesta quinta-feira, Polícia Civil confirmou que apura suposta ajuda ilegal a funcionário do Palácio Piratini