O delegado titular do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior, falou nesta quinta-feira sobre a denúncia do Ministério Público a respeito do assassinato do ex-secretário de Saúde Eliseu Santos. “Com o que analisamos, nós temos a convicção de que se trata de um crime patrimonial. Mas desconhecemos a peça do Ministério Público. Eles podem ter trazido alguma informação nova”, explicou em entrevista ao programa Guaíba.com, da Rádio Guaiba.
Vieira argumentou que, a partir das informações coletadas pela perícia na cena do crime e das características do assassinato, tratava-se de um latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado esclareceu que o Deic não se pronunciará oficialmente sobre o assunto enquanto não tiver acesso à denúncia do MP e o inquérito for mantido sob segredo de Justiça.
Ranolfo acrescentou ainda que o Ministério Público pode ter chegado ao nome do mandante do crime, fato que a investigação da polícia não conseguiu desvendar. “O mais importante disso é que, dos três indivíduos suspeitos, dois estão presos”, acrescentou. O delegado referia-se a Fernando Krol, de 21 anos, conhecido como Alemão, e Eliseu Pompeu Gomes, de 22 anos. Jocemar Tacheushi Navarro, o Japonês, foi preso e liberado em seguida porque o mandado de prisão contra ele havia sido revogado.
Nesta quinta-feira, a promotora da 1ª Vara do Júri do Ministério Público, Lúcia Callegari, denunciou um grupo de oito pessoas pela morte do secretário, sete delas por homicídio. O MP acredita que o crime tenha sido encomendado.
Deic: “Pelo que apuramos, se trata de crime patrimonial”
Delegado falou sobre denúncia do Ministério Público sobre assassinato de Eliseu Santos