“Aquela hipótese que se aventou durante o fim de semana de que alguém teria jogado alguma coisa sobre o telhado, e a partir daí iniciado o fogo, a princípio fica descartado”, afirmou o delegado. Além do subgerente, outros três depoimentos foram colhidos à tarde: dos dois sócio-proprietários e um vizinho que testemunhou o incêndio.
O delegado informou que ainda pretende ouvir outros vizinhos da casa noturna e bombeiros que estiveram no local. Conforme Rodrigues, não há previsão de quando o inquérito deverá ser concluído, mas isso não irá ocorrer em menos de 30 dias, já que a Polícia Civil ainda depende do laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP).
Empresário pretende reabrir Cabaret em novo local
Como a documentação da boate foi queimada no incêndio, que atingiu o escritório da empresa, a polícia terá de informações sobre as condições de funcionamento da casa junto ao Corpo de Bombeiros. O titular da 17ª DP disse, no entanto, que o Cabaret estava autorizado a funcionar.
Ao deixar a sede da 17ª DP, o empresário Carlos Beust, um dos sócios da boate, disse que pretende restabelecer o empreendimento em um outro local. Ele relatou ter recebido manifestações de apoio nas redes sociais. Uma delas, inclusive, informa que um hidrante situado nas proximidades não estaria funcionando no momento do incêndio.
Beust relatou, ainda, que a parte elétrica do estabelecimento havia sido refeita após a interdição ocorrida em janeiro deste ano. O prejuízo calculado com o incêndio é de R$ 500 mil. Os sócios informaram que a boate não tinha seguro.