Arigony pretende entrar com pedido de prorrogação da prisão temporária dos quatro suspeitos de envolvimento no incêndio da boate Kiss, ocorrido no último domingo, em Santa Maria. Segundo o delegado, há ainda a necessidade da permanência do quarteto detido para que as investigações não sejam prejudicadas. Ele recebeu uma série de documentos da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, que ainda estão sendo analisados.
"Ainda não conseguimos identificar o plano de prevenção a incêndios, mas já lemos documentos onde aparecem o layout da casa e a colocação de sinalização de emergência. Mas ainda temos muitos documentos para analisar".
Segundo o delegado, se a espuma não tivesse sido colocada, talvez o foco de incêndio fosse bem menor e não houvesse tantas mortes. Ainda não foi apurado quando o material foi colocado no teto. Este revestimento, de acordo com o delegado regional, abrangeria aproximadamente um terço da boate.
Empresa afirma que só usou barras antipânico
Também nesta quinta-feira, a polícia ouviu Gilceliane Dias de Freitas, sócia majoritária da empresa Hidramix, que teria prestado serviços à boate. Acompanhada de um advogado, ela levou documentos que comprovam que empresa apenas colocou barras antipânico na porta de saída da casa noturna.
A Hidramix, afirmou ela, não elabora planos de combate a incêndio. O marido de Gilceliane, o sargento do Corpo de Bombeiros da ativa, Roberto Flávio da Silveira Souza, também será chamado da depor nesta sexta-feira. Pelo fato de o sargento ser da ativa, o comando-geral da Brigada Militar em Porto Alegre abriu um Inquérito Policial Militar (IPM).
Segundo o que policiais apuraram com os bombeiros, o sargento não trabalha na área de fiscalização de casas noturnas, mas sim na parte de resgate e salvamento.