Uma reunião conjunta está marcada para amanhã, na Câmara de Vereadores, para discutir as condições de trabalho dos 1,2 mil operários da construção da Arena. Representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Superintendência do Trabalho, além de lideranças comunitárias devem participar do encontro. Os vereadores deveriam fazer uma visita ao local ontem, mas foi proibida a entrada na área. A proposta da Câmara é que nesta quinta-feira a comissão de vereadores, procuradores do MPT e fiscais do trabalho voltem à Arena, uma vez que, nesse caso, os procuradores têm poder de polícia para ingressar no local e averiguar as condições de trabalho.
Os dois incêndios, um no domingo e o outro na segunda, teriam sido causados pelos trabalhadores que ficaram revoltados com o atropelamento de um colega na BR 290, próximo o local da construção. Os trabalhos ficaram parados por um dia e foram retomados ontem.
José Elias Machado, 40 anos, trabalhador contratado pela construtora OAS, foi atingido por uma caminhonete F-250 e morreu nesse domingo. Revoltados, colegas da vítima e moradores da Vila Areia teriam tentado linchar o motorista. Em meio aos protestos, começou um incêndio no alojamento dos operários, a cerca de 200 metros do local do acidente. A polícia suspeita de que o fogo tenha sido causado de forma proposital, como parte da manifestação.
O local foi novamente alvo de incêndio na madrugada de segunda-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a área atingida fica do mesmo lado da BR 290 onde está localizado o futuro estádio do Grêmio.