A categoria paralisou as atividades por 24 horas em todo o Estado e realizou somente serviços internos. O grupo pede reposição da inflação nos salários que recebem. Conforme Cunha, há seis anos não há correção nos valores. Um delegado em início de carreira recebe cerca de R$ 9 mil líquido (com os descontos oficiais: imposto de renda e previdência). A remuneração máxima líquida de quem está prestes a se aposentar não passa de R$ 13,5 mil, garantiu o dirigente. “Queremos ainda o reconhecimento da carreira”, sintetizou. A próxima reunião dos delegados está marcada para o dia 20, quando eles deverão parar novamente.
Cunha adiantou que a categoria cogita acionar o judiciário para alegar que é inconstitucional o decreto presidencial prevendo a substituição de servidores federais por estaduais e municipal. Segundo o delegado, a medida é uma afronta ao direito de greve. Para ele o governo vai usar a autorização para ocupar cargos durante paralisações com o objetivo de enfraquecer movimentos que reivindicam direitos.
Servidores administrativos aderem à greve da PF
Em greve há oito dias, os agentes da PF ganharam também o apoio dos servidores administrativos. Conforme a representante do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (Sinpecpf) no Rio Grande do Sul, delegada Cleuza Maria Silveira Menezes, a categoria sofre com grande êxodo de trabalhadores. Atualmente, representam cerca de 18% dos servidores da PF, sendo que para quatro policiais há um administrativo. Por isso, a classe reivindica a realização de concurso para a área e também a reestruturação da carreira e valorização salarial. A greve dos administrativos pode afetar o suporte à atividade policial e também serviços de atendimento ao cidadão, como emissão de passaportes, registro de estrangeiros e controle de entrada e transporte de produtos químicos em território nacional.
Com informações dos repórteres Karina Reif e Samuel Vettori