Segundo o diretor de relações institucionais da Adesp, delegado Ivair Mainardi, os delegados gaúchos vão exigir a criação de um projeto de lei (PL) para regular a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que há dois anos determinou o realinhamento salarial entre delegados e procuradores. A categoria também vai apoiar a paralisação nos dias 28 e 29, em apoio aos agentes de polícia.
"A nossa reivindicação é pela recomposição salarial. Queremos tratar de que forma o governo pode implementar isso, mas não aceitamos que ele diga simplesmente que não tem condições de pagar, queremos que o governo indique uma forma", disse o presidente da Asdep, delegado Wilson Muller Muller.
A negativa inicial do governo do Estado motivou o encontro, que contou com a presença do chefe de polícia Ranolfo Vieira Júnior. Entre as propostas, estão desde a paralisação, passando por denúncia ao Ministério Público das más condições das delegacias de polícia, até renúncia coletiva dos diretores e do próprio chefe de polícia. As sugestões recebidas serão sistematizadas por uma comissão.
“Nossas propostas são várias”, afirmou o presidente Muller. “O que nós não vamos abrir mão é de ter um realinhamento com os procuradores do Estado. O Supremo Tribunal Federal já decidiu em favor dos delegados e ordem judicial não se discute, se cumpre", afirmou.
Um delegado em início de carreira recebe cerca de R$ 7 mil, enquanto um procurador nas mesmas condições, ganha R$ 15 mil. Conquista que, segundo o presidente da Asdep, a categoria perdeu ao longo dos governos.
Com informações dos repórteres Mônica Bidese e Paulo Tavares