Nesta segunda, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou representação para investigar a conduta da Dellay, que na semana passada ajustou com o Sindicato dos Sapateiros que só pagaria os trabalhadores que acionassem a Justiça. A advogada da empresa, Carine Lenz, garante que a decisão de pagá-los imediatamente não está relacionada à ação. “Nossa intenção sempre foi pagar, mas estávamos estudando a melhor forma. Sabíamos que o sindicato não ia esperar”, garantiu.
O Sindicato dos Sapateiros aguarda uma reunião com a direção da empresa e o MPT, às 10h de quarta, para ter uma posição oficial. “A empresa diz que vai pagar, mas não especifica o que exatamente. Os trabalhadores não podem perder nenhum direito”, enfatizou Jair dos Santos, diretor de administração da entidade, que mantém a orientação para ingresso com ações judiciais caso o pagamento seja parcial. O MPT, por sua vez, segue com a investigação até a confirmação dos depósitos dos valores integrais.
O prejuízo da fábrica pode passar de R$ 1 milhão, mas o levantamento final ainda não foi divulgado. As chamas consumiram toda a estrutura do local, que produzia dois mil pares de sapatos por dia.