Ramona Rodriguez não quer mais integrar as equipes do Programa Mais Médicos e está desde terça-feira na sala da liderança do DEM na Câmara dos Deputados. A médica disse ter sido enganada pelo governo cubano e revelou estar sendo vigiada no Brasil por outros profissionais cubanos.
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Lorenzoni explicou que cada profissional cubano é monitorado por um supervisor, ligado ao governo de Cuba. Na entrevista à Rádio Guaíba, Ramona admitiu que há mais colegas descontentes, mas que "os médicos não falam nada, porque não podem falar, não podem fazer nada".
A médica também relatou dificuldades no trabalho no município de Pacajá, no Pará, onde passou a atuar pelo Mais Médicos. Ramona explicou que havia falta de remédios e instrumentação, mas que os profissionais sempre fizeram o possível.
Lembrado sobre o caso dos boxeadores cubanos que abandonaram a delegação durante os Jogos Panamericanos, em 2007, e acabaram deportados pelo governo brasileiro, o deputado afirmou que o minstro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu a palavra de honra de que a médica não corre nenhum risco.