Na última semana de abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Parlamento aprovou o relatório do deputado Jorge Pozzobom (PSDB) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que sugere vincular os 479 trabalhadores a cargos em extinção na Secretaria Estadual da Saúde mas, até agora, a matéria não foi votada em plenário.
O contrato da Fugast com o Estado era questionado pelo Ministério Público desde a década de 1990. Os servidores vinculados à fundação, que acabaram demitidos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de março. atuavam cedidos ao governo gaúcho e à prefeitura da Capital. O Hospital Presidente Vargas e o Instituto Psiquiátrico São Pedro foram os que mais sentiram as demissões por conta da falta histórica de servidores. Ainda no fim de abril, a Câmara de Porto Alegre aprovou um projeto da Prefeitura criando 221 vagas no Presidente Vargas, em substituição aos funcionários da Fugast, mas deixando a cargo do Estado o pagamento das restituições.
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul obteve na justiça o bloqueio de créditos da Fugast para garantir o pagamento das rescisões dos médicos. O bloqueio atingiu R$ 1,5 milhão, a metade do valor devido a cerca de 70 dos quase 500 profissionais. Na Justiça do Trabalho, o Sindicato já havia conseguido a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).