Com informações de Samuel Vettori.
O forte temporal que atingiu Porto Alegre alagou ruas e calçadas em vários pontos, nesta quinta-feira. De acordo com o diretor do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter, o escoamento foi prejudicado em função do excesso de água e de problemas que deixaram fora de operação 23 das cerca de 90 bombas da cidade. Além disso, Boelter explicou que ainda há sujeira na rede em função do excesso de chuva de outubro.
Ele salientou que 11 bombas já permaneciam inoperantes, desde julho. Com a cheia histórica do mês passado, outras 12 estragaram devido, por exemplo, ao excesso de uso. Três delas ficaram totalmente comprometidas e não poderão ser consertadas. Ele explicou que o prefeito José Fortunati deve anunciar, nos próximos dias, o contrato emergencial que vai permitir a recuperação dos equipamentos e a troca do que não foi possível arrumar.
Vários pontos tiveram acúmulo de água no início da noite, em Porto Alegre. Segundo Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os principais problemas se deram na região central e Cidade Baixa, como na avenida João Pessoa, na Rua da República e no Centro. Por volta das 20h15min, a EPTC informou que havia 20 pontos com alagamento em Porto Alegre.
No Centro, o cruzamento entre Caldas Júnior e rua dos Andradas ficou completamente alagado, mas a situação foi normalizada cerca de meia hora depois, por volta das 20h. A Siqueira Campos também tinha muita água na pista.
No Bom Fim, nos arredores do Centro, a avenida Osvaldo Aranha teve trechos abaixo d'água, agravando o congestionamento da hora do rush. A João Telles também apresentava obstáculos para os pedestres, com grandes poças de água perto do cordão da calçada. Na rua da República, a água encobriu as calçadas. Na zona Norte, a Anita Garibaldi tinha trechos que causavam dificuldades até para os ônibus. A água também subiu rapidamente na Protásio Alves com a Saturnino de Brito.
DEP afirma que 23 bombas fora de operação e sujeira causaram alagamentos
Prefeitura de Porto Alegre garante contrato emergencial para recuperar equipamentos