Conforme as testemunhas, o aquecedor estava no quarto em que dormiam Izaureli Cunha Miranda, 51 anos, e Odília Somenzi de Castro, 80, que morreram no incêndio. O aparelho seria um presente do filho de uma das mulheres. Ambas morreram por causa das chamas. Outros oito idosos tiveram de ser hospitalizados na Unidade de Queimados do Hospital Cristo Redentor.
As três pessoas ouvidas foram à clínica, segundo os depoimentos, cerca de dez minutos após o incêndio. Quem chegou primeiro ao local foi o filho de Simone. Em seguida, uma enfermeira e, por último, a proprietária. O alarme foi acionado por outra funcionária, que dormia no local e será ouvida hoje. Também prestarão informações o filho de uma das vítimas que presenteou o aquecedor à mãe, o instalador do equipamento e dois parentes da outra vítima.
Apesar dos dados prestados pelas testemunhas, o delegado Cléber Ferreira espera o laudo da perícia para esclarecer algumas dúvidas. “Que tipo de aquecedor era, se a voltagem era compatível com a instalação elétrica do prédio, se realmente foi isso que causou, tudo isso o laudo vai nos dizer”, explica.
O resultado das análises do Instituto Geral de Perícias deve ser conhecido em cerca de 30 dias. A clínica permanece fechada, porque foi parcialmente destruída pelo fogo. Os idosos estão junto às famílias. Amanhã, o delegado pretende ouvir alguns dos feridos no incidente.