Depois de dois meses de salários parcelados, os servidores públicos do Executivo gaúcho receberam a remuneração integral do mês de setembro nesta quarta-feira. No entanto parte daqueles que aderiram às paralisações das últimas semanas sofreu descontos pelos dias parados. Beneficiados por liminares da Justiça, os professores e técnicos-científicos têm garantia de que receberão uma folha complementar, nesta sexta-feira, já que se comprometeram a compensar as jornadas de trabalho atrasadas.
Em nome de todas as categorias, a Federação Sindical dos Servidores Públicos do RS (Fessergs) também protocolou ação, nessa segunda-feira, para garantir a compensação salarial pela greve a todo o funcionalismo. O presidente da entidade, Sérgio Arnoud, estima que haja nova decisão da Justiça ainda nesta quarta-feira. Do total de 347 mil matrículas de servidores, apenas 18,1 mil registraram ausências durante os protestos e tiveram o ponto cortado, segundo a Secretaria da Fazenda.
O pagamento em dia pelo último mês foi confirmado pelo governo do Estado na semana passada, logo após a aprovação do projeto que ampliou o limite para saques de depósitos judiciais. Cerca de R$ 1 bilhão foram liberados, mas o Estado ainda não confirmou quanto foi necessário sacar para pagar os servidores.
O Piratini também não divulgou, por enquanto, se vai ser possível pagar a parcela de setembro da dívida do Estado com a União, que vence nesta quarta-feira. As duas respostas devem ser apresentadas até o final do dia pela Secretaria da Fazenda. Ainda nesta manhã, às 11h, o governador José Ivo Sartori (PMDB) participa de cerimônia da Secretaria Estadual da Saúde para anunciar a quitação de dívidas com hospitais.
Ao final de outubro, o valor dos depósitos não está confirmado, já que o governo afirma ser possível cumprir a folha integral, no máximo, por dois meses. O pagamento dos salários de novembro e dezembro também não tem qualquer garantia. Para o 13º salário, o Executivo negocia com o Banrisul um empréstimo para que os trabalhadores não precisem arcar com juros, como foi feito pelo ex-governador Germano Rigotto (PMDB).
Depositado salário integral dos servidores estaduais com cortes para grevistas
Piratini não confirmou se irá quitar parcela da dívida com a União