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Deputada tetraplégica tem problemas para desembarcar de avião

Parlamentar de São Paulo disse que precisou esperar duas horas para desembarcar pela TAM

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), portadora de tetraplegia, através de sua assessoria de imprensa, relatou, na madrugada desta quinta-feira, que, ao chegar de Brasília em um avião da TAM, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por volta das 21h de quarta-feira. A nota explica que Mara ficou retida na aeronave durante duas horas à espera de um ambulift - veículo motorizado, com elevador, que transporta passageiros com deficiência em locomoção. 

De acordo com a deputada, que usa uma cadeira de rodas, além da falta do equipamento, a aeronave não parou junto ao finger - túnel que leva os passageiros diretamente do avião ao terminal. "Queriam me carregar pelas escadas do avião, escorregadias, debaixo de muita chuva. Não aceitei e disse que não sairia do avião enquanto não houvesse segurança", disse a deputada. Ainda, segundo Mara, teria ocorrido inclusive "pressão psicológica" para que ela descesse carregada. "Afirmaram que poderia levar mais de três horas até que um ambulift chegasse ao
local, mas insisti que não desceria carregada", conta.

 Para Mara, a situação atual é de total descaso com os passageiros que possuem deficiência. "Apenas o Aeroporto de Brasília recebe 30 passageiros cadeirantes todas as noites. Segundo me contaram, a TAM desembarca, em média, seis cadeirantes por noite só em Guarulhos e estava com o ambulift quebrado há um mês e meio. Se eles não podem esperar por duas horas, devem correr o risco de se acidentar nas escadas do avião? Essa é a situação cotidiana do transporte aéreo brasileiro. Em três anos, receberemos uma Copa do Mundo e, logo depois, a Olimpíada. Nosso transporte está preparado para isso?", indagou a deputada.

 No começo da tarde, a TAM se pronunciou por meio de nota oficial. Confirma a íntegra do documento: "A TAM informa que o voo JJ 3563 (Brasília-Guarulhos), que chegou ao destino às 21h23min desta quarta-feira, ficou em uma posição remota porque não havia posições com ponte de embarque/desembarque livres para realizar o desembarque dos passageiros. Após o pouso, a TAM solicitou e aguardou a autorização para utilizar seu próprio ambulift para o desembarque da deputada Mara Gabrilli, passageira do voo. Às 22h28min, a passageira desembarcou com segurança e foi acompanhada até seu carro. A TAM lamenta os transtornos causados à cliente e ressalta que mantém uma equipe treinada para transportar com segurança pessoas com mobilidade reduzida em
seus aeroportos."

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