As duas pessoas desaparecidas no cânion próximo à localidade de Barra do Ouro, em Maquiné, Litoral Norte do Estado, têm experiência em trilhas, mas não possuíam um aparelho de rastreamento via satélite GPS, carta geográfica da região e estoque de alimentos quando desapareceram, no domingo. As informações são de outros integrantes da equipe de trilha dos desaparecidos.
Um deles foi identificado como Gomercindo Daniel Filho, de 56 anos, advogado, e o outro como Diego Ennes Lima, analista de sistemas. Eles são moradores de Charqueadas. A dupla participaria de três rapéis - de 20m, 70m e 120m. Eles começaram a trilha no domingo, às 11h, e deveriam ter retornado às 16h.
Participam do resgate desde o começo da manhã equipes do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, Capão da Canoa e Terra de Areia. Policiais que realizam as buscas em um helicóptero já localizaram uma trilha de escalada e cabos próximo a uma das cachoeiras. No mesmo local, o empresário Juliano Romancini, de 38 anos, foi localizado no domingo. Ele pertence a outro grupo de trilha.
O tempo está nublado na região e a maior dificuldade encontrada pelas equipes de resgate é o acesso ao local, pois há risco de queda de barreira e deslocamento de pedras. A montanha da Barra do Ouro tem aproximadamente mil metros de altura.
Desaparecidos em cânion não têm aparelho GPS nem comida
Dupla mora em Charqueadas e tem experiência em rapel