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Descoberta de destroços de avião é considerada “uma esperança para as famílias”

Aeronave da Air France desapareceu no Atlântico em 1º de junho de 2009, causando 228 mortes

Descoberta de destroços de avião é considerada uma esperança para as famílias
Descoberta de destroços de avião é considerada uma esperança para as famílias Foto : Alexandre Severo / AFP / CP
A descoberta de destroços do Airbus A330 do voo AF 447, entre o Rio de Janeiro e Paris, neste domingo, aumenta as esperanças de serem encontradas as explicações para o acidente que deixou 228 mortos em 1º de junho de 2009. O presidente da associação francesa de famílias das vítimas “Ajuda Mútua e Solidariedade AF447”, Jean-Baptiste Audousset, considerou que a localização dos destroços é “uma esperança para as famílias”. Mas ressalvou: “Vamos nos manter extremamente prudentes”.

As respostas para a tragédia só poderão ser elucidadas caso sejam encontradas as caixas-pretas da aeronave. O equipamento registra os dados do voo e as conversas dos pilotos.

“A localização é uma notícia muito boa porque traz esperanças de que possamos finalmente obter informações sobre as causas desse acidente até hoje inexplicado”, declarou o diretor executivo da Air France, Pierre-Henri Gourgeon. Pelo acidente, a companhia aérea e a Airbus respondem judicialmente por homicídios involuntários, denúncia pela qual foram indiciadas.

“Talvez possamos dar respostas às questões que foram colocadas pelas famílias das vítimas, por nossa companhia e por toda a comunidade aérea mundial relacionadas aos fatos que levaram a esse trágico acidente", acrescentou ele.

Achados podem mudar rumos da investigações

Até o momento, o Escritório de Investigações e Análises (BEA) considera que a falha das sondas de velocidade era um dos elementos que explicam o acidente, mas que esta pode não ser a única causa da catástrofe. As sondas chamadas de Pitot, fabricadas pela francesa Thales, tinham problemas de congelamento em altas altitudes, que as tornavam inoperantes.

Os destroços – partes da asa e o motor – foram encontradas por submarinos de cerca de quatro metros de comprimento. Após indicarem a presença dos objetos, o equipamento realizou um segundo mergulho, desta vez com uma câmera para a confirmação.

O BEA iniciou no dia 25 de março uma quarta fase de buscas no mar para encontrar os destroços. A nova fase de buscas foi iniciada em uma zona de 10 mil quilômetros quadrados – o que equivale a um raio de 75 quilômetros em torno da última posição conhecida do voo AF 447.

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