As respostas para a tragédia só poderão ser elucidadas caso sejam encontradas as caixas-pretas da aeronave. O equipamento registra os dados do voo e as conversas dos pilotos.
“A localização é uma notícia muito boa porque traz esperanças de que possamos finalmente obter informações sobre as causas desse acidente até hoje inexplicado”, declarou o diretor executivo da Air France, Pierre-Henri Gourgeon. Pelo acidente, a companhia aérea e a Airbus respondem judicialmente por homicídios involuntários, denúncia pela qual foram indiciadas.
“Talvez possamos dar respostas às questões que foram colocadas pelas famílias das vítimas, por nossa companhia e por toda a comunidade aérea mundial relacionadas aos fatos que levaram a esse trágico acidente", acrescentou ele.
Achados podem mudar rumos da investigações
Até o momento, o Escritório de Investigações e Análises (BEA) considera que a falha das sondas de velocidade era um dos elementos que explicam o acidente, mas que esta pode não ser a única causa da catástrofe. As sondas chamadas de Pitot, fabricadas pela francesa Thales, tinham problemas de congelamento em altas altitudes, que as tornavam inoperantes.
Os destroços – partes da asa e o motor – foram encontradas por submarinos de cerca de quatro metros de comprimento. Após indicarem a presença dos objetos, o equipamento realizou um segundo mergulho, desta vez com uma câmera para a confirmação.
O BEA iniciou no dia 25 de março uma quarta fase de buscas no mar para encontrar os destroços. A nova fase de buscas foi iniciada em uma zona de 10 mil quilômetros quadrados – o que equivale a um raio de 75 quilômetros em torno da última posição conhecida do voo AF 447.