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Descobertas galáxias consideradas 'esqueleto do Universo'

Combinação dos telescópios mais potentes do mundo possibilitaram a visualização

Descobertas galáxias consideradas esqueleto do Universo
Descobertas galáxias consideradas esqueleto do Universo Foto : AFP
Um conjunto de galáxias situadas a quase 7.000 anos-luz da Terra e consideradas "o esqueleto do Universo" foi descoberto por meio da combinação dos telescópios mais potentes do mundo, situados no Chile e no Japão.
Segundo o Observatório Europeu Austral (ESO, sigla em inglês), esta é "a primeira observação de tão importante estrutura de galáxias no Universo distante, permitindo uma melhor compreensão da rede cósmica e de como se formou".

De acordo com o observatório, trata-se de filamentos com milhões de anos-luz de comprimento que constituem o "esqueleto do Universo". As galáxias se reúnem em torno dos filamentos e em suas interseções se formam imensos acúmulos de galáxias. Os cientistas agora estão tentando determinar como se aglutinam.

"A matéria não está distribuída tão uniformemente no Universo", destacou Masayuki Tanaka, diretora da pesquisa.
"As teorias cosmológicas mais aceitas afirmam que a matéria se aglutina, em maior escala, na chamada rede cósmica, na qual as galaxias aparecem em filamentos que se estendem entre vazios, criando uma estrutura gigantesca e dispersa".

De acordo com o ESO, a descoberta só foi possível ao "combinar dois dos telescópios terrestres mais potentes do planeta (situados no Chile e no Japão)".

O Observatório Europeu Austral é uma organização astronômica intergovernamental apoiada por 14 países e sócia da ALMA, o grande conjunto de radiotelescópios situado em Atacama, Chile (1.700 km ao norte de Santiago), atualmente em construção.

O Chile opera na cidade de Antofagasta (norte) o Observatório de Cerro Paranal, que tem um dos telescópios mais potentes do planeta.