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Desemprego recua para 12,4% no terceiro trimestre do ano, diz IBGE

Dado divulgado hoje indicou que 13 milhões de pessoas estão desocupadas

13 milhões de pessoas estão desempregadas no País
13 milhões de pessoas estão desempregadas no País Foto : Vinícius Roratto / CP Memória
A taxa de desemprego no País recuou para 12,4% no último trimestre encerrado em setembro. O dado foi divulgado, nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografica e Estatística (IBGE). No trimestre terminado em junho, a taxa era de 13%. O recuo foi de 0,6%, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE.

Hoje, 13 milhões de brasileiros estão desocupados. No confronto com o mesmo trimestre de 2016, quando havia 12 milhões de desocupados, houve alta de 7,8%. O resultado significa que há mais 939 mil desempregados em relação a um ano antes. Por outro lado, o total de ocupados cresceu 1,6% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,462 milhão de postos de trabalho.

Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,8% no terceiro trimestre de 2016 para 12,4% no terceiro trimestre de 2017.

Em setembro, o País tinha 179 mil brasileiros a menos na inatividade, em relação ao patamar de um ano antes. O recuo na população que está fora da força de trabalho foi de 0,3% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2016.

O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,1% no terceiro trimestre.

Carteira assinada

O mercado de trabalho no País perdeu 810 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,4% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pnad Contínua.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 6,2%, com 641 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4,0% ante o terceiro trimestre de 2016, com 163 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria cresceu 4,8% no período, com 1,056 milhão de pessoas a mais nessa condição. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 9,6%, com 198 mil ocupados a mais. O setor público gerou 161 mil vagas, um aumento de 1,4% na ocupação.

Houve aumento de 53 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 0,9% de ocupados a mais nessa função.