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Deslizamento no RJ é um dos 10 piores do mundo

Prefeituras de cinco cidades contabilizam mais de 500 mortos

A expectativa da meteorologia é de mais chuva para amanhã
A expectativa da meteorologia é de mais chuva para amanhã Foto : Valter Campanato / ABr / CP
À medida que equipes de resgate avançam por áreas devastadas pelas chuvas, a tragédia na região serrana do Rio ganha contornos mais dramáticos. Até as 23h45 desta quinta-feira, as prefeituras contabilizavam 510 mortos em cinco municípios fluminenses: Teresópolis, Nova Friburgo, Sumidouro, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto.

Há ainda 8.320 pessoas desalojadas (retiradas de casa) e 6.270 desabrigadas (que perderam as casas). Já é a segunda pior tragédia climática da história do Brasil e um dos 10 maiores deslizamentos do mundo registrados desde 1900.

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E o número de mortos ainda pode crescer drasticamente. Em Teresópolis, a prefeitura não conseguiu chegar a três bairros muito castigados. E há cidades completamente isoladas, que já sofrem com falta de água e comida. São José do Vale do Rio Preto, por exemplo, está ilhada.

A presidente Dilma Rousseff visitou Nova Friburgo acompanhada de seis ministros e do governador Sérgio Cabral. Dilma anunciou "ações firmes". Mas a reconstrução das áreas atingidas será longa e exigirá recursos milionários. Só em Teresópolis, o prefeito José Mário Sedlacek calcula que serão necessários pelo menos R$ 560 milhões.

Nesta quinta, as equipes de resgate encontraram os corpos de dois dos três bombeiros soterrados quando tentavam retirar vítimas de escombros. No fim da tarde, a chuva voltou a cair forte e a Defesa Civil de Nova Friburgo recomendou parar as buscas diante da ameaça de novos deslizamentos.

Deslizamento no Rio de Janeiro já é um dos 10 piores do mundo desde 1900. | Foto: Shana Reis / AFP / CP

Desabrigados buscam força para recomeçar em ginásio de Teresópolis


O enviado especial da Rádio Guaíba em Teresópolis, Jimmy Azevedo visitou o Ginásio do Pedrão, que abriga 1,5 mil desabrigados. A cidade contabilizou, até o momento, 223 mortos, 100 deles ainda não identificados.

Uma das vítimas, Maria Natalina, perdeu a casa pela segunda vez na vida. Ela teve que sair às pressas em meio ao deslizamento. "Já perdi uma casa quando minha filha tinha 3 anos, agora está com 28. Uma enchente alagou a casa e carregou tudo", lembra Maria Natalina.

"Eu já passei por isso e guardo de novo essa força para ajudar outras pessoas", enfatiza a desabrigada. "Felizmente consegui tirar toda minha família antes do pior. Não perdi entes queridos como esse povo sofrido aí", relatou.

Os helicópteros da Policia Militar e o Corpo de Bombeiros retomarão as buscas assim que amanhecer. O foco das equipes de resgate são as localidade de Caleme, São José do Vale do Rio Preto e Campo Grande. A projeção da meteorologia é de mais chuva para amanhã.

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