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Desmanche de navios paraguaios está parado em Porto Alegre

Empresa alega que depende de uma licença ambiental da Fepam para prosseguir

Embarcações paraguaias se encontram no Cais do Porto desde 1997
Embarcações paraguaias se encontram no Cais do Porto desde 1997 Foto : Mauro Schaefer
A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) vai pedir a orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sobre o desmanche dos navios paraguaios Mariscal José Felix Estigarríbia e General Bernardino Caballero, que estão atracados no Porto de Porto Alegre. A Rio Sul - Comércio de Aços e Metais suspendeu os serviços. A empresa alega que depende de uma licença ambiental da Fepam para prosseguir com o desmanche. Segundo a direção da SPH, o prazo para retirada das embarcações do Porto termina neste mês.

A empresa arrematou as duas embarcações por mais de R$ 1 milhão - R$ 367,5 mil e R$ 645 mil. As embarcações estão atracadas desde 1997 no Cais do Porto. Os dois navios que transportavam trigo foram apreendidos pela Marinha do Brasil há 15 anos, em razão da falta de segurança para navegação. Pertencentes ao governo paraguaio, foram entregues ao patrimônio da SPH em junho de 2011, após negociação que contou com o apoio de vários setores dos governos estadual e federal. O leilão dos navios que ocorreu em março deste ano teve origem em um projeto de lei apresentado pelo governo do Estado à Assembleia, em janeiro do ano passado. Pela proposta, as embarcações seriam entregues em troca da dívida portuária, de quase R$ 5 milhões.

Construídos em 1984, os dois navios do Paraguai pertenciam a uma empresa estatal do país e operavam na linha de navegação do Mercosul. Com a retenção, as embarcações foram abandonadas pela empresa paraguaia.


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