Um grupo defende a desocupação após a chegada do oficial de Justiça, outro quer permanecer no plenário e uma parte deseja sair antes. Mais cedo, o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Thiago Duarte (PDT) relatou que já havia pedido intervenção policial no caso para evitar conflitos e violência. "Na sexta-feira, ocorreram agressões lá, a um repórter e a mim mesmo. A Brigada Militar foi até o local. Solicitei verbalmente a permanência deles em função da possibilidade de haver novas agressões. Eles não permaneceram", lembrou, em entrevista à Rádio Guaíba.
Ontem, o parlamentar divulgou que as atividades da Casa seriam suspensas nesta segunda-feira por falta de segurança. Ele acredita que a retomada das atividades normais do legislativo aconteça somente na terça.
A medida foi tomada durante reunião entre os vereadores, realizada na noite desse domingo em um restaurante da região central da Capital. A decisão foi apoiada por 17 parlamentares, que estavam no encontro, e por outros oito, por telefone. O presidente do legislativo municipal reforçou, na ocasião, o pedido para que o governador Tarso Genro e o comandante-geral da Brigada Militar (BM), Fábio Duarte Fernandes, cumpram a ordem judicial.
No final de semana, os manifestantes avaliaram a proposta apresentada pela Câmara de Vereadores na sexta-feira. Em assembleia no sábado, eles haviam definido que o grupo iria encaminhar uma solicitação para a abertura das planilhas de contas da empresas de transporte público da Capital. Além disso, pediriam a convocação de uma audiência pública para tratar do assunto e a implementação do passe livre para estudantes, idosos e desempregados.
Para o grupo, tais propostas deveriam ser apreciadas na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar, que começa nesta quarta-feira, dia 17 de julho. Ainda durante uma assembleia, os membros do movimento social haviam decidido que deixaram a Casa nesta segunda. Porém, diante do pedido de reintegração de posse, o discurso mudou.
O grupo chamou a medida de repressora e, em carta aberta divulgada pelas redes sociais, o Bloco de Luta Pelo Transporte Público classificou como “unilateral e incompetente” o rompimento do diálogo. “Indicamos a desocupação da Câmara na segunda-feira, na parte da manhã, visto que, durante este fim de semana, estamos promovendo um seminário aberto à população, com debates e aulas públicas relacionados à questão do transporte público. Ainda assim, vimos todo o nosso esforço de negociação ser rompido”, diz o texto.