Segundo Santos, a maioria das pessoas não tem para onde ir. "Todos aqui são de baixa renda e ocupamos o loteamento em agosto de 2011 por necessidade. Tem muitas crianças, idosos e gente de bem. Mesmo com chuva, são cerca de mil pessoas que serão entregues à própria sorte", disse.
Nessa segunda-feira, Santos explicou que a área seria zona de prostituição, drogadição e de constantes homicídios. Ontem, ele chegou a cogitar o incêndio de algumas casas durante a reintegração de posse. A atitude, porém, não ocorreu e a saída das famílias acontece de forma pacífica, conforme o tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno. "O Batalhão de Operações Especiais, Bombeiros e Conselho Tutelar estão garantindo a desocupação sem problemas", afirmou.
No local, um caminhão retira os pertences das famílias e os deixará em depósito em Alvorada. Segundo a prefeitura, os objetos pessoais ficarão no local por 15 dias.
Liminar permite mais 90 dias
No mesmo loteamento, enquanto alguns precisam deixar o local imediatamente, outras 230 famílias convivem na área pública. A prefeitura conseguiu uma liminar na Justiça que permite a permanência desses moradores por mais 90 dias. Ainda assim, segundo a secretária de habitação de Alvorada, Solange Pereira dos Santos, o município não dispõe de saldo financeiro para auxiliar os ocupantes. "Através da associação de moradores, as pessoas devem procurar cadastro de habitação junto à prefeitura", resumiu.
Moradores do loteamento Morumby devem deixar o local ainda hoje / Foto: Pedro Revillion