A poluição das águas e a conseqüente mortandade de peixes entre Erechim e a localidade de Paulo Bento deve-se ao derramamento deste produto tóxico, desangraxante usado normalmente para limpeza de tanques em indústrias alimentícias. O procedimento correto é recolher o material e levar para processos de tratamento de água.
No córrego, junto ao local onde houve o descarte do material de forma inadequada, os ténicos da Fepam coletaram terça-feira as amostras para análises. Naquela área, as águas tinham PH de 7,5 quando o normal é de 5 a 6, conforme avaliação do engenheiro químico da Fepam, Renato Zucchetti. Este seria o fator determinante para a morte de animais.
Zuchetti recomendou que, nos próximos sete dias, ninguém utilize as águas do córrego em Erechim, nem do rio Lageado Henrique. Depois desse período, como a água é corrente, a tendência é tudo voltar à normalidade. A polícia civil abriu inquérito e pretende identificar quem fez o descarte incorreto do material poluente.