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Detran aponta que 22% dos motoristas foram responsáveis por quase 2 milhões de multas em 2017

Do total de condutores registrados no Detran-RS, 78% não foram autuados por nenhuma infração

Foram 665 mil condutores que tiveram somente uma multa nesse período de 12 meses
Foram 665 mil condutores que tiveram somente uma multa nesse período de 12 meses Foto : Detran-RS / Divulgação / CP
Setenta e oito por cento dos 4,8 milhões de motoristas registrados no Rio Grande do Sul não foram autuados por nenhuma infração no ano de 2017. O levantamento do Detran-RS aponta que 22% dos condutores do Estado foram responsáveis pelas mais de 1,8 milhão infrações registradas no ano passado.

O balanço leva em conta somente condutores gaúchos que foram autuados nas vias do Rio Grande do Sul. Também não contabiliza infrações com condutores não identificados, como por exemplo, de veículos de pessoa jurídica que não apresentaram condutor.

Dentre esses 1.069.584 milhão de condutores que tiveram alguma infração no ano passado, 62% foram flagrados uma vez durante o ano. Foram 665 mil condutores que tiveram somente uma multa nesse período de 12 meses.

Em contrapartida, as 405 mil pessoas (8% do cadastro de condutores) que cometeram duas ou mais infrações no período de um ano, foram responsáveis por quase 65% das infrações registradas em 2017 (número absoluto).

Infratores contumazes

O balanço do Detran-RS identificou, ainda, 5.564 infratores contumazes. Esses gaúchos foram flagrados em dez ou mais infrações durante o ano. Um grupo de 146 gaúchos representa o pior comportamento no trânsito: cometeram mais de 51 infrações no período de 12 meses.

O diretor-geral do Detran-RS, Ildo Mário Szinvelski, faz a ressalva que embora os números deem uma ideia da situação, o número de infrações flagradas pelos agentes e equipamentos eletrônicos não representa o total de infrações cometidas no trânsito.

“Sabemos que o número de infrações é bem maior do que os órgãos de fiscalização podem flagrar. Não é possível vigiar cada condutor em suas ações, mas contamos com a conscientização da população para reduzir os comportamentos de risco que resultam em tragédias. Sempre lembrando que uma tragédia pode advir de atos aparentemente singelos, como digitar no celular, que se caracteriza em infração”.