O mau tempo que atinge o Estado segue causando estragos. No final da tarde de hoje, a prefeitura de Pelotas recebeu em um abrigo da Secretaria de Cidadania e Ação Social dez famílias (uma oriunda do Balneário dos Prazeres, mais conhecido como Barro Duro, e as demais do bairro Fragata), no total de 15 pessoas, que tiveram suas casas alagadas.
Até às 16h30min, a Defesa Civil do município contabilizou 150 residências prejudicadas pelo granizo durante a noite de quarta-feira e madrugada de hoje. A maioria das casas ficam no loteamento Arco-Íris e no Balneário dos Prazeres, no Laranjal.
O vice-prefeito Fabrício Tavares destaca que tão logo seja concluído o levantamento, previsto para o final da tarde, a prefeitura deve proceder a compra de telhas, de forma emergencial, para fornecer às famílias atingidas. A ajuda mais imediata foi o fornecimento de lonas para cobrir os telhados danificados, já que a previsão de chuvas para esta sexta-feira ainda persiste.
Quanto aos alagamentos, Tavares destaca que foram pontuais e ocorreu a drenagem tão logo a chuva cessou, hoje, por volta das 14h. "Os canais de drenagem da cidade estão cheios, mas estão funcionando bem no escoamento da água", ressalta.
Anunciadas medidas para evitar enchentes no bairro Fragata
A possível solução para o problema das cheias no bairro Fragata foi apresentado nesta tarde pelo presidente do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), Ubiratan Anselmo. Moradores do local participaram do encontro.
O Sanep vai construir uma draga no arroio paralelo à BR-116. Durante a audiência pública, a comunidade do Fragata se queixou da Empresa América Latina Logística, que tem a permissão do transporte de carga na ferrovia, cujo leito, segundo os moradores, é um dos principais responsáveis pelo represamento das águas pluviais que provocam as cheias. A Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve notificar a América Latina nos próximos dias.
O Sanep descartou a possibilidade de construir comportas no terreno. Segundo o presidente, a medida pode acabar alagando por completo o bairro, na ocorrência de novas chuvas.
BR-116 segue interrompida
O desvio no quilômetro 528 da BR 116, na ponte sobre o Arroio Fragata, deve ser liberado na manhã desta sexta caso as condições climáticas continuem a melhorar. A equipe de engenharia da concessionária monitorou o nível do Arroio durante todo dia e depois do meio-dia, após a chuva ter parado, o nível ainda subiu cerca de 20 centímetros em virtude das águas oriundas da bacia de Canguçu.
No meio da tarde, a mudança do vento contribuiu para que as águas parassem de represar. "Caso esse panorama climático continue, o nível das águas deve baixar", avalia o gerente de engenharia da Ecosul, Rui Klein. Durante toda a noite, as equipes de inspeção de tráfego da Ecosul vão sinalizar o local e indicar aos motoristas que utilizem o desvio através da avenida Três de Maio, em Capão do Leão.
Moradores de Capão do Leão estão em alerta
Autoridades e moradores de Capão do Leão estão em alerta máximo. Com as chuvas intensas que atingiram o município nos últimos dias, as águas acumuladas pela chuva nos arroios São Pedro e Padre Doutor, que cruzam a sede do município, sobem com rapidez preocupante.
Na madrugada, a Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Meio Ambiente(Smouma) e Defesa Civil precisaram retirar algumas famílias, no total de 40, que residem em áreas consideradas de risco. O início da rua Edmundo Peres e final da rua Antônio Sainz foram as mais afetadas pela enxurrada do final de janeiro deste ano. A maioria se abrigou em casas de parentes.
A prefeitura oferece assistência a cinco famílias, oito adultos e quatro crianças, que estão abrigados no Ginásio de Esportes da cidade. No bairro Jardim América, a água interrompeu as ruas Cidade de Canguçu e Cidade de Rio Pardo, no Loteamento Zona Sul, deixando os moradores ilhados. "Esta é uma área de risco que preocupa e muito, mas os moradores insistem em permanecer no local. Caso haja necessidade teremos de tomar uma providência mais séria", admite o secretário de Obras, Alex Quevedo.
De acordo com o secretário, a equipe da Smouma e Defesa Civil permanecem vigilantes para que não sejam surpreendidos caso a chuva persista. "Também estamos na torcida para que não se repita o ocorrido em janeiro".
Dez famílias ficam desabrigadas em Pelotas
Todas tiveram as casas alagadas devido ao mau tempo que atinge o município