Parentes dos detidos e a imprensa estão proibidos de entrar no prédio da delegacia. Apenas advogados têm contato com os manifestantes. Um dos jovens que está no DPE é Jefferson Nicácio, de 19 anos, que estava no shopping Conjunto Nacional, na região central de Brasília, quando um grupo tentou invadir o local. Os pais do rapaz alegam que ele não faz parte da manifestação e foi confundido e levado para a delegacia.
Outro caso é o de Tatiana Pinheiro, de 22 anos, que estava junto com um grupo de manifestantes quando foi presa. A mãe dela, Sandra Belota, alega que a filha não estava praticando atos de vandalismo e foi presa ao correr para se proteger de confrontos com a polícia. Sandra já conversou com Tatiana e disse que tudo corre bem neste momento dentro da delegacia.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou oito advogados para o DPE para dar assistência aos manifestantes detidos. Mais cedo, a OAB montou uma tenda na Esplanada dos Ministérios para oferecer orientação a quem participava dos protestos. O coordenador do grupo que está atendendo aos detidos, Alexandre Queiroz, disse que a entidade não será conivente com abusos de nenhuma das partes.
Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Segurança informou que 27 pessoas foram detidas e levadas para delegacias nas manifestações de 7 de Setembro. O número foi registrado até as 17h. Os detidos durante as manifestações no centro do Rio, segundo a Polícia Militar, foram levados para as delegacias do centro, a 5ª Delegacia de Polícia (DP); a de Copacabana, 12ª DP, na zona sul; e a de São Cristóvão, a 17ª DP, na zona norte da cidade.
A secretaria informou que, desse total, 15 pessoas foram autuadas e liberadas, incluindo um homem com três passagens pela polícia. As detenções foram motivadas por crimes de lesão corporal, desacato, resistência e posse de material de explosivo, entre outros. Além disso uma pessoa foi presa por porte de arma.