Além disso, os voluntários e participantes esclareceram dúvidas sobre a enfermidade. Com balões e faixas, a iniciativa teve como objetivo quebrar preconceitos e falar abertamente sobre a doença e as formas de prevenção.
Os números da Aids em Porto Alegre são alarmantes. Foram contabilizados 21 mil casos até o final do ano passado, sendo que 95,89% em adultos e 4,11% em crianças menores de 13 anos. Na Capital, a incidência de Aids no ano de 2010 registrou 98,59 casos para cada 100 mil habitantes. Diariamente, mais de mil infecções ocorrem em crianças e adolescentes com menos de 15 anos e quase 48% ocorrem entre mulheres.
Segundo o secretário-adjunto municipal da Saúde, Marcelo Bóssio, é com a finalidade de mudar essa realidade que os governos e ONGs promoveram uma campanha de mobilização nas principais avenidas e sinaleiras. A iniciativa tem o objetivo de ampliar o debate sobre a importância de a população mudar o comportamento em relação à sua saúde, como as maneiras de se prevenir da doença e valorizar a vida.
“Temos que quebrar o tabu que, infelizmente, ainda existe dentro das casas, em que as famílias preferem não falar abertamente sobre o assunto”, disse ele, apontando que os adolescentes devem passar a ser o alvo das campanhas em função do crescimento de casos nessa faixa etária. Uma das ações promovidas para homenagear a data foi a ampliação do horário de funcionamento das unidades que contam com o Teste Rápido de HIV, que ficam abertas até as 19h. Além disso, foram promovidas diversas atividades, como palestras e orientações.
Para simbolizar a data, a campanha contra a Aids, o laço vermelho – símbolo de luta – foi colocado no Laçador, no Monumento do Expedicionário, no Largo dos Açorianos e na Usina do Gasômetro. Os passageiros do transporte coletivo e pedestres receberam ainda material informativo da campanha da Secretaria Municipal da Saúde “Se você esqueceu, a gente lembra”, que chama a atenção para o uso de preservativos. O Grupo de Apoio à Prevenção da Aids do Rio Grande do Sul (Gapa-RS) colocou uma grande faixa preta em frente à sua sede, localizada na rua Luis Afonso, na Cidade Baixa. O ato representou o luto contra o crescimento dos casos da doença.