O vento nordeste e o dia nublado não entusiasmam os vernistas, que ainda estão na orla, em ir para a beira da praia em Capão da Canoa, no Litoral Norte. Com temperatura média de 25°C e sol aparecendo timidamente, um dos melhores programas é a caminhada pela calçada ou perto do mar, apesar do vento trazer filetes de areia que pareciam chicotear das pernas dos banhistas, tanto de manhã como à tarde. Outros aproveitaram para melhorar a forma física, correndo pela calçada ou na areia, sem deixar de lado o MP3. Muitas pessoas já preferiram a leitura e alguns, mais tradicionais, fizeram uma roda de chimarrão, dando ao guarda-sol uma utilidade diferente: proteger os seus donos do vento.
Os mais extremados deixavam o objeto bem baixo, tapando as suas cabeças. Vera Poester, 65 anos, preferiu ficar sentada em uma cadeira de praia, não muito perto da água, lendo o jornal Correio do Povo. Para ela, o vento não parecia incomodar nem um pouco, apesar de dificultar o manuseio do periódico. Com o mar revolto e um coloração escura, apenas os mais corajosos entraram para nadar ou se divertir nas pranchas de bodyboard.
No entanto, nem a ventania e o dia nublado intimidaram a professora Michelle Zvendsen, 21 anos, a ficar à beira-mar logo cedo. Descendente de dinamarqueses, loira de olhos azuis e um sorriso cativante, ela foi para dentro da água aproveitar, nesta manhã. Em seguida, teve a companhia da mãe, Liane, que também estava gostando de estar dentro da água. A duas começaram a jogar frescobol dentro do mar, mas não muito distante da costa. Para Michelle o clima não era problema e ela decidiu aproveitar ao máximo o pouco tempo que tem de estada no litoral, pois na sexta-feira retorna para Gramado, onde trabalha.
Liane fica mais alguns dias na praia. “Não tem problema algum o tempo estar assim, até porque eu gosto muito da praia e quero aproveitar esses últimos dias”, afirmou a professora, demonstrando não estar sentindo os efeitos do vento frio. “A água do mar está boa e bem quentinha, é isso que importa”.
Regina de Oliveira, 55 anos, manteve as suas caminhadas à beira-mar. Andando a passos lagos na areia, ela manteve as caminhadas regulares que faz desde que chegou a Capão, no dia 4 deste mês. Para Vera, o clima com temperatura mais amena não era problema, pelo contrário, ela considerou “uma benção, depois do calorão que tivemos que enfrentar”.
Dia nublado e vento espantam banhistas no Litoral Norte
Muitos optaram pela caminhada na orla de Capão da Canoa