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Diante de polêmica com médicos, Padilha pede "respeito e diálogo"

Ministro da Saúde detalhou programa "Mais Médicos" do governo federal

Ministro disse que prioridade do governo é preencher vagas com profissionais brasileiros
Ministro disse que prioridade do governo é preencher vagas com profissionais brasileiros Foto : Elza Fiúza / ABr / CP
Diante das críticas feitas por entidades médicas ao Programa Mais Médicos, lançado nessa segunda-feira, pelo governo federal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que o debate sobre a questão ocorra de "forma respeitosa e com diálogo". Em protesto pelas medidas anunciadas, os profissionais prometem uma paralisação.

Em entrevista coletiva nesta terça para detalhar o programa, ele reafirmou que a prioridade do governo é preencher as vagas com profissionais brasileiros. "Estamos deixando claro que o programa não vai tirar vagas de médicos brasileiros, pelo contrário, vai gerar mais empregos para esses profissionais. Com os investimentos de mais de R$ 7 bilhões em infraestrutura que já estão em andamento, e mais de R$ 5 bilhões previstos, serão abertos 35 mil postos de emprego nessa área no Brasil", disse.

Padilha acrescentou que, ao avançar no tema, o governo está "enfrentando tabus", como a ideia de que sobram médicos no Brasil e que o problema é a distribuição. "Estamos mostrando, com dados concretos, que faltam médicos no Brasil, não só na comparação com países europeus, mas com países aqui do lado, como a Argentina e o Uruguai", disse, enfatizando que países desenvolvidos que implantaram programas semelhantes também enfrentaram resistência em um primeiro momento.

Dados do Ministério da Saúde apontam que há no Brasil 1,8 médico por mil habitantes, enquanto na Argentina a proporção é 3,2; no Uruguai, 3,7; em Portugal, 3,9; e no Reino Unido, 2,7. "Vamos continuar dialogando (com os profissionais), montamos um grupo de trabalho com entidades médicas, mas a questão é que faltam médicos no Brasil e a culpa não é dos médicos brasileiros. Mas o único interesse que temos que observar são as necessidades de saúde da população", acrescentou.

Café com a Presidenta

O pacto pela saúde, o programa "Mais Médicos" e melhorias no setor foram os temas abordados na edição desta terça da coluna semanal "Conversa com a presidenta". "O pacto pela saúde, que estabelecemos com prefeitos e governadores, contempla a aceleração dos investimentos para aperfeiçoar a estrutura da rede pública de Saúde em todo o Brasil, e o aumento do número de médicos para melhorar o atendimento a população", diz o texto. A coluna é publicada toda semana em cerca de 200 jornais brasileiros.

Na mensagem, a presidente explica que o governo prevê investimentos de R$ 12,9 bilhões na construção, reforma e compra de equipamentos para postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais. "Deste total, R$ 7,4 bilhões já estão contratados, e em 2014 investiremos mais R$ 5,5 bilhões", menciona o texto.

Dilma, na mensagem publicada nesta terça-feira, também defende que a ampliação do número de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental para que seja oferecido um tratamento mais digno e eficiente à população, principalmente nas periferias das grandes cidades, no interior do País e nas regiões Norte e Nordeste, onde mais faltam médicos. Por isso, argumenta, foi lançado o programa "Mais Médicos". Segundo a presidente, há um grande número de médicos no SUS, mas ainda em número insuficiente para garantir o atendimento adequado em toda a rede pública.

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