"Estamos com uma fonte risco bastante considerável, que é uma viga que está suspensa", disso Santos. "Nosso pessoal está em risco muito iminente, e nossa ideia é primeiro remover essa viga e depois reiniciarmos a atividade", afirmou em entrevista para a Rádio Guaíba.
Com o desabamento de uma laje da construção, na manhã de ontem, caiu no local concreto, armações de ferros e escoras de madeira. “Precisamos tirar os escombros para não colocar em risco a guarnição. Muito material não caiu no fundo e está preso ‘por um fio’. Assim, os soldados ficam expostos à queda de objetos”, explicou.
Até agora, os bombeiros já fizeram algumas escavações e diversas raspagens do concreto endurecido. Pela madrugada, as buscas foram interrompidas devido à chuva e ao forte vento na região. O tenente-coronel Santos descartou a drenagem da água que caiu no fosso. "Seria impossível", disse.
O acidente
Uma laje da obra de construção da Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) da Restinga, terceirizada pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), desabou e provocou uma queda de aproximadamente 12 metros. O acidente ocorreu enquanto os trabalhadores executavam a colocação de uma viga de concreto. Como o material secou entre os escombros, o trabalho dos bombeiros tornou-se ainda mais difícil.
O resgate aos operários, que começou às 11h, atraiu um grande número de curiosos e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Brigada Militar, Samu e Defesa Civil. Oito operários foram resgatados ontem da construção, um foi retirado com vida do fosso e outro saiu morto do local. Um último funcionário permanece desaparecido.
Confira a lista dos operários já identificados:
Adir Quadris, 43 anos
Carlos da Silva, 31 anos
Felipe Viafore da Silva, 19 anos
Gilberto Borba, 18 anos
Juarez Machado Prestes, 39 anos
Marco Aurélio Mariano Leites, 22 anos
Mario dos Santos, 45 anos
Romaci Dias Soares, 34 anos
Volmir José Prestes, 35 anos