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Dilma exalta Niemeyer: “Poucos sonharam tão intensamente”

Presidente divulgou nota oficial lamentando morte do arquiteto

Dilma exaltou genialidade de Oscar Niemeyer em nota oficial
Dilma exaltou genialidade de Oscar Niemeyer em nota oficial Foto : Antônio Scorza / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota oficial lamentando a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, ocorrida na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. A presidente citou uma frase do arquiteto e destacou: “Poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele”.

• Obra jamais será repetida, diz arquiteto
• Niemeyer estava acompanhado da família no momento da morte

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Ressaltando o homem “revolucionário”, a chefe do Executivo exaltou as obras do “mentor de uma no arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva”. Antes de a nota ser divulgada, Dilma ligou para a família de Niemeyer e ofereceu o Palácio do Planalto para que o seu corpo seja ali velado. A família aceitou a oferta e o velório deve iniciar na tarde desta quinta-feira.

• Leia a nota oficial do Planalto 

"A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem", dizia Oscar Niemeyer, o grande brasileiro que perdemos hoje. E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele.

A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva.

Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. “Minha posição diante do mundo é de invariável revolta”, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram.

Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança.

O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida.


Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

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