A presidente destacou que o problema enfrentado hoje na região é reflexo de um "absoluto desleixo" com a população pobre nas últimas décadas, que acabou se instalando em áreas de risco. “A prevenção não é uma questão de Defesa Civil, apenas”, enfatizou.
Dilma destacou que a visita, além de uma manifestação de solidariedade, também simboliza o início da ações concretas para amenizar as perdas. “Vamos resolver esta situação da forma mais rápida possível”, sublinhou. Estão unidos na força-tarefa conjunta os ministérios da Integração Nacional (através da Defesa Civil) e da Defesa (pelas Forças Armadas).
A presidente sobrevoou a região serrana do Rio de Janeiro e destacou que, além de moradias irregulares, a própria geografia da região proporcionou, em menor grau, o deslizamento de morros e soterramento de vítimas. “Vimos montanhas derreter”, afirmou, citando a frase de um prefeito da região. “Temos que resgatar, reestruturar as condições de vida. Precisamos amenizar o sofrimento da perda das vidas e das casas.”
O número de mortes provocadas por deslizamentos de terra subiu para 399, após a inclusão de Sumidouro entre as cidades afetadas no Estado. Segundo a prefeitura do município, ao menos 19 moradores morreram na região rural. Petrópolis registra 39 mortos, enquanto Teresópolis tem 172 vítimas e Nova Friburgo, 169.