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Direção do Conceição admite equívoco no plano para desafogar emergência

Entidades que representam os médicos denunciam irregularidades, como a sobrecarga de profissionais

A direção do Hospital Conceição admitiu, nesta quarta-feira, que o enfoque dado ao plano para desafogar a emergência da instituição de saúde foi equivocado. O Plano 100 pretendia reduzir de 170 para 70 o número de pacientes na emergência, em 100 dias. A onze dias do prazo estipulado, 107 pessoas ainda aguardam leitos no setor.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) abriu sindicância para apurar possíveis falhas no projeto denunciadas pela Associação dos Médicos do Hospital Conceição, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e a Federação Nacional dos Médicos. As três representações criticaram a sobrecarga de profissionais, a ausência de contratações e o suposto "uso político" do plano, lançado em 26 de agosto.

O diretor técnico, Neio Lucio Pereira, garantiu que melhorias importantes ocorreram nesse período, no entanto. “Pessoas estão morrendo menos aqui”, enfatizou. No início de dezembro, um relatório deve ser divulgado com os resultados do modelo implantado.

Para o diretor, problemas que não dependem do hospital foram decisivos para que, até agora, o número de pacientes na emergência continue acima de 100. Ele citou como exemplos a falta de leitos na Região Metropolitana e a insuficiência do Programa de Saúde da Família, em Porto Alegre.

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