Com o anúncio da Secretaria Estadual da Saúde de rescisão do contrato com o Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, a presidência da instituição adverte para o risco de encerramento total das atividades, no litoral Norte. Conforme o presidente Francisco Moro, os atendimentos obstétricos e cirúrgicos foram suspensos a partir desta quarta-feira, mas a medida pode se expandir para outros setores.
O hospital é referência na região em serviços de hemodiálise. Esse setor é conveniado com a Prefeitura, que mantém o contrato em dia. Porém, os recursos podem ser insuficientes para manter o São Vicente aberto. “Com a confirmação da retirada da filantropia do hospital, não teremos condições de manter a instituição. O caminho é o fechamento. Por enquanto, o centro cirúrgico e obstétrico ficarão fechados por tempo indeterminado até que a Secretaria resolva esse impasse”, sustenta Moro.
Conforme o gestor, os repasses mensais estão abaixo do contratado. A Secretaria da Saúde vinha repassando R$ 900 mil por mês, mas Moro fala que ficaram faltando mais de R$ 600 mil, entre janeiro e maio. Com a suspensão, 80 partos e 70 cirurgias deixarão de ser realizadas mensalmente.
O governo do Estado garante que não há possibilidade de repasse maior do que os R$ 900 mil mensais sem que haja um aumento no número de serviços e procedimentos prestados pela casa de saúde.
O hospital de Osório é referência para Santo Antônio da Patrulha, Caraá, Capivari do Sul, Palmares do Sul e Tavares. A Pasta da Saúde recomenda que os moradores procurem as instituições de Capão da Canoa e Tramandaí.
Direção do Hospital de Osório admite risco de fechamento
Atendimentos obstétricos e cirúrgicos foram suspensos a partir desta quarta-feira e medida pode ser ampliada