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Diretor de Museu lamenta depredações em protesto

Local teve vidros quebrados, fachada pichada e bandeiras roubadas

Local teve vidros quebrados, fachada pichada e bandeiras roubadas
Local teve vidros quebrados, fachada pichada e bandeiras roubadas Foto : Tarsila Pereira
A manifestação organizada na quinta-feira pelos integrantes do Bloco de Lutas terminou em depredações e pichações em Porto Alegre. Na manhã de sexta-feira, foi possível ver os estragos. O caso que chamou mais atenção foi o do Museu Júlio de Castilhos, na rua Duque de Caxias, no Centro de Porto Alegre. A administração ainda não contabilizou os valores para consertar os estragos provocados pelos atos de vandalismo. Entre os prejuízos estão vidros quebrados de duas janelas do museu, a fachada de arenito e a porta de madeira que foram pichadas com o símbolo do anarquismo e duas bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul que foram roubadas.

O diretor do museu, Roberto Schmidt Prym, lamentou os estragos. “Fizemos um esforço para reabrir o local que ficou fechado por 16 anos e vem uma turma de vândalos e depreda tudo. É lamentável que tenham atacado o museu e a Catedral”, destaca.

Na Catedral Metropolitana, os vândalos picharam as palavras “Liberdade” e “Deus é Gay”. Na manhã de ontem, funcionários limpavam o local. Vidros foram quebrados no local. A fachada do prédio do Palácio do Ministério Publico, na esquina da praça da Matriz com a rua Jerônimo Coelho, foi alvo da ação dos vândalos. O local também amanheceu todo pichado. Duas agências bancárias na avenida Salgado Filho foram alvos de vandalismo.

A Brigada Militar confirmou a detenção de sete pessoas por depredação, incluindo dois adolescentes, que foram encaminhados ao Deca. Três professores ligados ao Cpers/Sindicato também acabaram sendo detidos e depois o pagamento de fiança de R$ 4 mil cada um foram soltos. Segundo a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, os docentes foram presos na rua Lima e Silva quando a manifestação já havia terminado. A justificativa foi que os professores estariam envolvidos nos atos de vandalismo, o que foi negado pelo sindicato, que alega que há perseguição com os movimentos sociais por parte da Brigada Militar.

Segundo Rejane, após o pagamento da fiança, a polícia dificultou a liberação dos professores. Eles foram liberados por volta das 4h da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, no bairro Navegantes.



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