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Diretor do Case de Caxias do Sul admite que unidade é "bomba relógio"

Duas rebeliões foram registradas na casa em menos de uma semana

Em meio a transferências de internos envolvidos em rebeliões no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Caxias do Sul, o diretor da unidade Cláudio Gonçalves, admite que o histórico de conflitos entre adolescentes transformou o Case da cidade em uma "bomba relógio".  “Olha, não deixa de ser uma bomba relógio. Nas casas onde se trabalha com esse nível de adolescente sempre existe o risco (de rebeliões). Embora o nosso objetivo seja buscar harmonia, tranquilidade e oferecer os diversos cursos para justamente contribuir para que esses jovens possam estar cumprindo a medida de forma adequada”, ressaltou.

Desde quarta-feira, dois internos, um de 20 e outro de 18, foram transferidos para a unidade de Passo Fundo em função de estarem envolvidos nos dois motins, registrados em 5 e 11 de setembro. Outros dois meninos também podem ser levados a outros Cases.

Gonçalves festeja, ainda assim, a chegada de mais cerca de 15 servidores experientes para o Case de Caxias do Sul. A vinda dos profissionais deve ocorrer até o fim da próxima semana. Em meio à crise instalada no Centro, outros seis trabalhadores já haviam sido deslocados para atuar na unidade da Serra.

O Case de Caxias do Sul soma 86 funcionários, que atendem a 51 jovens, num espaço para abrigar 40. Cerca de três meses atrás, a casa chegou acolher aproximadamente 70 menores.

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