Ao revelar que professores de Cidreira, no litoral norte do Estado, precisam ir a lan houses por que o sistema de computadores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), não funciona, o diretor do Sindicato dos Professores do Estado (Sinpro) anunciou: "Nesse ritmo, quando chegar julho, a Uergs estará tecnicamente fechada". Amarildo Cenci lembrou ainda não há água no campus de Tapes e que em outros pontos do Estado falta energia elétrica.
Segundo ele, a universidade começou o ano passado com 170 professores, mas tem hoje 96. Os docentes começam greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira, mesmo dia em que realizam uma aula simbólica na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, na capital. Na terça-feira, professores e alunos realizarão protesto em Porto Alegre.
Os professores cobram reajuste salarial de 9,92%, manutenção de 15 vales com valor atualizado em 4,77%, adicional de 10% para mestres e 15% para doutores enquanto não for aprovado o Plano de Carreira, nomeação dos 21 professores concursados e reposição dos quadros que deixaram a Universidade, que tem 3,3 mil estudantes. Na quarta-feira, uma nova assembleia no auditório do Sinpro discute o movimento e decide sobre a continuidade da greve.
Diretor do Sinpro: "Nesse ritmo, Uergs estará tecnicamente fechada em julho"
Dirigente revela que professores de Cidreira precisam recorrer a lan houses para usar computadores