Apesar da medida administrativa, o secretário municipal do Meio Ambiente, Ubiratan Hack, suspeita que os hospitais não sejam os verdadeiros responsáveis pelo problema. Ele explica que as instituições foram autuadas junto à empresa, já que não é possível saber se o resíduo saiu da Planitrade ou das instituições, proprietárias dos lotes encontrados.
Segundo o secretário, uma só empresa é responsável por fazer o recolhimento do lixo hospitalar da Capital, levar os resíduos para desinfetar em Sapucaia do Sul e depositá-los em uma vala séptica em São Leopoldo. Conforme ele, a empresa não pode ser responsabilizada, neste momento, por não ser a geradora do material.
Pela manhã, equipes da Secretaria do Meio Ambiente de Novo Hamburgo (Semam) notificaram os hospitais sobre o fato. Cada instituição deve ser autuada em R$ 100 mil. A partir do recebimento da notificação, os hospitais têm 24 horas para retirar o material da Central de Reciclagem Roselândia, em Novo Hamburgo, onde está armazenado, e dar destinação correta. Caso isso não seja feito, a multa pode ser agravada em mais R$ 100 mil.
De acordo com o secretário Ubiratan Hack, entre os dejetos havia aventais cirúrgicos descartáveis, além de seringas, bolsas de sangue e soro. A delegada Roberta Bertoldo da Silva da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) assumiu as investigações e instaurou inquérito policial para apurar o caso. O secretário afirmou que vai enviar um relatório à Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) e à Dema.