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Divulgados hospitais que fizeram descarte irregular de lixo em Novo Hamburgo

Clínicas, Conceição, Cristo Redentor e Moinhos de Vento foram notificados

Toneladas de lixo foram removidas pela prefeitura de Novo Hamburgo
Toneladas de lixo foram removidas pela prefeitura de Novo Hamburgo Foto : Prefeitura de Novo Hamburgo / Divulgação / CP
A prefeitura de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, divulgou nesta quarta-feira os nomes dos hospitais responsáveis pelo descarte incorreto de cerca de 25 fardos, aproximadamente 12 toneladas de lixo hospitalar, encontrados às margens do Arroio Luiz Rau, no bairro Santo Afonso, no município. Tratam-se de quatro instituições de Porto Alegre: Hospital Conceição, Hospital Cristo Redentor, Hospital de Clínicas e Hospital Moinhos de Vento. Além disso, a empresa Planitrade também foi autuada, no mesmo valor. A fabricante de produtos descartáveis em não-tecido (SMS) é fornecedora de aventais para os hospitais.

Apesar da medida administrativa, o secretário municipal do Meio Ambiente, Ubiratan Hack, suspeita que os hospitais não sejam os verdadeiros responsáveis pelo problema. Ele explica que as instituições foram autuadas junto à empresa, já que não é possível saber se o resíduo saiu da Planitrade ou das instituições, proprietárias dos lotes encontrados.

Segundo o secretário, uma só empresa é responsável por fazer o recolhimento do lixo hospitalar da Capital, levar os resíduos para desinfetar em Sapucaia do Sul e depositá-los em uma vala séptica em São Leopoldo. Conforme ele, a empresa não pode ser responsabilizada, neste momento, por não ser a geradora do material.

Pela manhã, equipes da Secretaria do Meio Ambiente de Novo Hamburgo (Semam) notificaram os hospitais sobre o fato. Cada instituição deve ser autuada em R$ 100 mil. A partir do recebimento da notificação, os hospitais têm 24 horas para retirar o material da Central de Reciclagem Roselândia, em Novo Hamburgo, onde está armazenado, e dar destinação correta. Caso isso não seja feito, a multa pode ser agravada em mais R$ 100 mil.

De acordo com o secretário Ubiratan Hack, entre os dejetos havia aventais cirúrgicos descartáveis, além de seringas, bolsas de sangue e soro. A delegada Roberta Bertoldo da Silva da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) assumiu as investigações e instaurou inquérito policial para apurar o caso. O secretário afirmou que vai enviar um relatório à Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) e à Dema.

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