O diretor-geral do Simpa, Mário Fernando Silva, acredita que ainda este mês o Dmae apresente uma proposta concreta. “Analisamos os dados recebidos pela direção da empresa e acreditamos existir espaço no orçamento para aumentar a folha de pagamento sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, declarou.
Flávio Presser, diretor-geral do DMAE, descartou a possibilidade de concessão do reajuste. Ele projeta que até 2018 o departamento gaste 54% da receita com o pagamento de servidores ativos e inativos, chegando ao seu limite. “A folha de ativos cresce naturalmente 1,5% por ano graças ao plano de carreira e incentivos”, destacou. Presser projetou, ainda, incremento no número de aposentadorias, o que impediria gastos maiores com reajustes. “Os funcionários obtiveram ganho real de salário no último acordo coletivo”, afirmou.
Presser explicou ainda que para conceder o aumento seria necessário uma nova fonte de receita. “Estudos dos nossos técnicos apontaram que se o reajuste fosse concedido teria um impacto direto na tarifa de aproximadamente 10%. Água mais cara gera inadimplência entre a população mais pobre e, como consequência, reduz o orçamento da empresa”, assinalou.
Segundo ele, outra forma de atender a demanda dos funcionários seria diminuir os investimentos em esgotamento sanitário, possibilidade completamente descartada. “Porto Alegre vai manter a meta de universalização do esgoto em até 20 anos”, garantiu.