O trabalho na manhã de sábado, sem divulgação prévia, acarretou 66 notificações, um número significativamente maior do que os três dias anteriores somados (51), quando os endereços de fiscalização foram anunciados antes. “A partir de agora não vamos mais divulgar previamente os endereços vistoriados e vamos ampliar a fiscalização para outros contêineres fora da Cidade Baixa, onde também detectamos o problema de mau uso, principalmente com relação ao descarte de lixo seco”, explica o diretor-geral do DMLU, Mário Moncks.
As três equipes de fiscalização do DMLU percorreram as ruas Lima e Silva, José do Patrocínio e João Alfredo na quarta-feira; as ruas Sarmento Leite, República e Joaquim Nabuco na quinta; e Coronel Genuíno, Luiz Afonso e João Pessoa na sexta, sempre a partir das 19h. No sábado, sem divulgação prévia, o trabalho foi feito pela manhã, de volta na Lima e Silva, José do Patrocínio e João Alfredo. A Operação Caneta não tem prazo de encerramento definido e visa a corrigir o comportamento dos usuários em um pequeno percentual de contêineres - cerca de 6% (seis por cento) - da nova coleta automatizada do lixo orgânico domiciliar.
A Operação Caneta iniciou concentrada na Cidade Baixa porque, ao contrário dos outros 12 bairros onde foi implantada a coleta automatizada, ali os técnicos do DMLU constataram um grande número de contêineres com descarte de lixo seco dentro ou ao redor dos equipamentos que são exclusivamente destinados a lixo orgânico domiciliar. E as notificações, que após o prazo legal de defesa poderão se transformar em multas, têm como base o Código Municipal de Limpeza Urbana (Lei complementar nº 234/90).