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DMLU garante ter normalizado coleta, mas moradores ainda reclamam

Protesto de garis, pela manhã, protelou o início do expediente na Capital

Mesmo com a volta de toda a frota ao serviço por volta do meio-dia desta sexta-feira e as equipes de apoio que o Departamento Municipal de Limpeza Urbana da Capital (DMLU) providenciou para reforçar parte dos roteiros durante a tarde e a noite, ainda há pessoas relatando acúmulo de lixo na Capital. Celso Knevitz, de 47 anos, morador da Restinga, conta que à noite que, depois de coletar o lixo na vila Castelo, pela manhã, o caminhão depositou todo o entulho em um local próximo e não voltou mais.

O atendente do Serviço de Fiscalização do DMLU, Ari Nunes, garante que o recolhimento no bairro foi realizado pelos oito caminhões que fazem o trajeto. Sobre a reclamação do morador, ele assegurou que uma equipe vai tentar localizar o ponto de acúmulo de lixo e fazer a remoção, no máximo, até a manhã deste sábado.

Uma paralisação dos garis, por cerca de três horas, protelou o início do trabalho de coleta domiciliar nesta sexta-feira. Apesar do protesto, uma reunião, ocorrida entre o Sindicato dos Empregados de Asseio e Conservação (Seac/RS), o DMLU e representantes da Sustentare, empresa terceirizada que presta o serviço, afastou a possibilidade de que os garis entrem em greve.

Durante toda a manhã, pelo menos 150 diaristas e funcionários da Sustentare se mobilizaram para negociar as reivindicações do sindicato. O grupo reclamou de atraso no recebimento de contracheques, troca de convênio médico, melhores condições de trabalho, flexibilidade no tipo de uniforme usado no verão e, principalmente, renovação da frota. Dentre os 42 veículos de trabalho, um terço está danificado e não pode sair da garagem.

Dirigentes da empresa virão de São Paulo para avaliar e negociar as queixas dos trabalhadores durante os próximos dias. A Sustentare emprega mais de 250 garis e motoristas atuando na coleta de lixo na cidade.

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